sexta-feira, 3 de maio de 2013

livre do aparelho, finalmente!

 Durante 18 meses usei aparelho fixo nos dentes. Não gostava do meu sorriso e achei que usar aparelho seria uma coisa simples. Falhei na expectativa! Foi h-o-r-r-í-v-e-l, tinha dores tremendas, cheguei a chorar com dores horas depois de ir apertar o aparelho. Ia fazer a manutenção todos os meses. Foi completamente horrível, mas agora que já o tirei sinto-me mais eu. Não gostava de me ver de aparelho, não sorria nem sequer para fotografias. Agora não, agora já me sinto eu! Não me sinto nenhuma perfeição nem coisa do género, mas sinto-me mais livre por poder sorrir e sentir-me bem ao fazê-lo.
 Alguém por aqui também usa ou usou aparelho?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

isto é para vocês meninas!!

 Meninas, como vos estou a ver todas entusiasmadas com mais um novo mês, deixo-vos aqui um vídeo. Não o ignorem, vejam-no e depois de o verem reflictam, vocês são lindas, todas as mulheres são lindas aos olhos de alguém mesmo que não sejam aos próprios olhos. Não se rebaixem com criticas meninas, o caminho que têm a seguir não é em frente, é para cima! Toca a gostarem mais de vocês mesmas, porque afinal, "se não gostar de mim, quem gostará?".

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Deixei o coração com a lua.

 Sabes por acaso o que significa um balde de água fria? Eu sei. É mais ou menos quando temos algo bem quente no peito, nas mãos ou na cabeça. Um sonho, talvez. Muitos deles, quem sabe. Eu acho que não fiz nada de errado, dei Farinha Láctea a todos eles e vi-os crescer fortes e saudáveis quando de repente tudo mudou. Aquilo que era quente tomou um banho de água gelada. Choque térmico. Por outras palavras, ou melhor, por outras metáforas: o amor estava saudável, com as vacinas em dia, tomava vitaminas e ainda praticava exercício todos os dias, ou seja, nenhuma doença grave o deveria afectar, assim pensava eu, afinal de contas ele não bebe nem fuma e ainda se alimenta bem e correctamente.
 Pois bem, mas pensei mal, subestimei a escuridão e as forças do mal, julguei-as fracas. Com o cair da noite e comigo lavada em lágrimas, desisti de mim, desisti do amor, desisti de sentir e de acabar magoada, pisada e ferida do final de todas as histórias. Abri a janela do quarto, gritei o mais alto que pude e pedi à lua para descer até mim. Pedi-lhe que leva-se o meu coração para bem longe, não o queria mais, pedi-lhe para ela o levar e o libertar lá no alto, não queria saber se ele ia ficar bem ou não, ele também nunca se preocupou com o meu bem estar, era um pedido justo, achava.
 Passou-se um tempo e conheci alguém, alguém que cuidava de mim, que se preocupava comigo, que me fazia sorrir, que me tratava como uma princesa e que me amava. Acontece que eu não sentia, eu queria, queria poder sentir o mesmo que essa pessoa por mim, acreditava que desta vez era a minha oportunidade de ser feliz eternamente, mas não podia, não pude. Abandonei o meu coração, auto-despedacei-o mais ainda, mas não desisti, estava disposta a voltar a tentar. Foi então que houve uma noite em que voltei a chamar a lua e pedi-lhe para que desse um recado ao maior tesouro que alguma vez tive: "Coração, desculpa-me. Fui injusta contigo, talvez não tenhas sido tu o culpado de todo o meu sofrimento, talvez a culpa seja minha que me entreguei demais a quem não merecia, avisavas-me para não o fazer, mas nunca te dei ouvidos, não te dei ouvidos e arrependo-me. Volta por favor, preciso de ti."
 (...) não Lua, não! Não pode ser! N-ããão p-ooo-de!!
 Na noite em que o entreguei à lua esqueci-me do quão desleixada ela era e acabo de receber a noticia de que um dia ela o deixou sozinho. Ele ia a atravessar a rua quando foi atropelado por um camião gigante que passou no sinal vermelho a alta velocidade. O meu coração já estava frágil, não era tão forte como o da maioria e perdeu o equilíbrio, capotou várias vezes no alcatrão e magoou-se, bateu com a cabeça e desmaiou. Não tardou a chegar ajuda, ambulância, maca, oxigénio, respiração boca a boca (...) uén, uén, uén *barulho da ambulância*. Foi levado directamente para as urgências e lá ficou ele, inconsciente, imóvel, sem receber visitas e a ser injectado com morfina porque tem dores (demais).

 (Desafio do mês de Maio, da Inês)

maldita tentação!!

 Não aguentei, hoje apanhei-me sozinha aqui em casa do meu tio e fui a "correr" buscar um cigarro à minha mala de viagem. Não o devia ter feito mas sentei-me no sofá, acendi-o e qual foi o meu espanto quando ao fim de poucos segundos dei por mim a apagar o cigarro (...) soube-me mal, estava a ficar mal disposta! Mal o acendi a vontade de fumar foi-se. Será que é desta que vou conseguir deixar de fumar? Espero que sim!

ele em Portugal, eu na Alemanha.

 Nunca vos contei porque me custa, porque me custou deixá-lo. Foi difícil despedir-me dele, acho que nem o fiz como deveria, sinceramente também não sei como é que se despede de um amor por um mês. Foi difícil para ambos aceitar esta distância, mas teve que ser. Não vim só passear, vim aqui para ganhar algum dinheiro, como já vos disse o meu tio tem um restaurante/hotel e vou ajudá-lo enquanto cá estiver, não vai ser sempre mas nos dias de mais movimento. Não está nada fácil e tenho que tomar decisões difíceis.
 Está a custar-me tanto tê-lo longe de mim, mal falamos durante o dia, falamos por chamada umas quantas vezes mais isso para mim não é nada, preciso dele aqui e não aguentava mais sem partilhar isto convosco. Foi tudo muito bonito logo quando cheguei porque sempre quis visitar a Alemanha e não via o meu tio à vários anos, mas estou a ficar desanimada, um mês acaba por ser muito dele e as saudades estão a apertar muito embora só cá esteja à três dias. 

 Tenho medo que tudo isto nos afaste, que ele não aguente a minha ausência ou que não espere pelo meu regresso.