terça-feira, 25 de dezembro de 2012

passei o natal, sozinha, no quarto

   Discuti com a minha mãe na véspera de Natal. Subi para o quarto ainda não eram seis da tarde, tranquei a porta, abri a cama de baixo, deitei-me, adormeci e deixei-me ficar assim até que fosse de noite. Juntou-se cá alguma família nossa, e eu do quarto ouvia risadas, o som alto da televisão e o meu irmão a chorar de vez em quando.
   Não desci para jantar, aliás, não jantei nessa noite. Estava a morrer de tédio no quarto, o Natal sempre foi uma noite importante para mim e para todos cá em casa e eu sem falar com ninguém, não houve nenhuma alma caridosa que subisse ao meu quarto a perguntar se estava bem ou se precisava de alguma coisa. Olhava ao relógio uma vez por outra e via as horas passarem, inclusive a meia noite que passei ali, no mesmo sitio, sozinha, às escuras no quarto, sem televisão, sem nada. Só eu e o escuro, ninguém se importou com a minha ausência. Espero que a vossa noite de longe melhor que a minha.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

últimas compras de natal

  Sábado levantei-me cedo e fui com a minha mãe até Lisboa. Fomos às compras, corremos o centro comercial todo, de uma ponta até à outra. Foi cansativo, mas comprei algumas coisas de que andava à procura, mimei-me um bocadinho. Só queria uma coisa que não comprei porque já ficava um bocadinho fora do que podíamos gastar. Eram aqueles sapatos lindos, super altos e compensados. Pode ser que com algum dinheiro do Natal os possa comprar.
   Bem vim só dizer-vos que o fim do mundo não me atingiu (se é que atingiu alguém), pedir desculpas por andar desaparecida e por ter montes de comentários e publicações por ver e vim desejar-vos uma boa véspera de Natal, amanhã volto com uma carrada de sentimentos que andam por aqui aos saltos, aliás, já transbordam.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

não há o que admitir

   Nós não temos nada. Pode até parecer que temos, mas não. Ficamos chateados, discutimos e tratamos-nos como se houvesse algo, mas não há. Passamos horas ao telefone, algumas madrugadas juntos, a maior parte dessas vezes, colados, mas não era uma ligação assim tão forte, pelos vistos. Ele dizia-me “fica aqui comigo”, e eu ficava. Eu dizia-lhe “fica mais um pouco”, e ele ficava. Quando um se afasta do outro, ambos dizíamos “por favor, volta”, e nós voltamos, os dois. O mundo diz para admitirmos que existe algo entre nós, mas não admitimos. Nem para nós mesmos. Porque nós não temos nada, e não tendo nada, não há o que admitir. E por mais absurdo que possa parecer, nós não somos um do outro, mas pertencemos-nos mesmo assim.

o dia começou bem, bem mal.

   Já estou de férias, mas isto não tem andado a correr nada bem. Sei de devo ter notas baixas e lá se vai a minha média, mas isso já eu esperava. Tenho tido festas atrás de festas, tenho chegado tarde a casa, tenho bebido bastante, não ao ponto de ficar bêbeda, mas o suficiente para rir, por tudo e por nada, uma boa parte da noite. 
   Tenho a casa dos meus avós livre até depois do Natal e eu aproveito para ir para lá à tarde e à noite com os meus amigos. Assim, escusamos de andar ao frio e à chuva e sempre estamos mais animados, jogamos às cartas, vemos filmes, essas coisas (...). Ontem foi desses dias, ou melhor, dessas noites. O pior foi que adormeci lá em casa e fiquei sem bateria. Conclusão, não avisei a minha mãe que não ia dormir a casa, ela não tinha como me ligar, enfim, já sabia que ia dar mau resultado. Ainda por cima, hoje cheguei a casa depois as 13h. Pior pior?! Foi quando a minha mãe chegou à pouco do trabalho e gritou meia hora seguida comigo, eu sei que ela tem razão e também sabia que isto ia acontecer. 
   Podia tê-la avisado, mas não me ocorreu que fosse adormecer a meio do filme. Bolas, devo de ficar de castigo, aposto.

P.s: só para saberem o quanto ela está chateada comigo, nem almoçou nem fez almoço para mim, disse para me desenrascar que já era crescidinha.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

planos para a passagem de ano

lights
   Estava em pulgas para começar a preparar tudo para a passagem de ano. Vou passá-la em Cascais com ele e com mais umas amigas minhas. Combinamos que não ia ser nenhuma festa de arromba, não nos vamos vestir como se para um casamento mas vai ser uma noite especial. Fiquei encarregue de fazer uma lista com tudo o que é preciso, mas ainda tenho algum tempo. E vocês, onde vão passar a vossa passagem de ano?