Fiquei calada. Não gritei, não chorei, não berrei, não bati os pés, não disse absolutamente nada. Ouvir o teu nome corroeu-me por dentro, formou-se-me um nó na garganta e senti-me como se esse nó me estivesse a sufocar. Mas ainda assim, fiquei calada, na minha, quieta. Não adianta querer falar daquilo que nós magoa, se no fundo sabemos perfeitamente que não irá adiantar nada.
Não tinhas o direito de partir assim, muito menos de arrancar parte daquilo que eu era e de levar junto contigo. Eras a minha melhor amiga, tinhas-me prometido o mundo e acabei sem nada, sozinha. Contudo, só quero que saibas que ainda guardo todo o nosso passado, e que dificilmente chegará o dia em que simplesmente o apague.




