quarta-feira, 7 de novembro de 2012

perdas de tempo

 
   A esta hora já devia estar a dormir, amanhã é dia de aulas e só eu sei o quanto me custa sair da cama numa manhã gelada e deixar de sentir o calor das mantas térmicas, deixar de sentir o calor que conservei durante a noite, que mantinha o meu corpo quente e aconchegado. Mas não, estou na sala, com preguiça e sem vontade de me levantar do meu adorado cantinho no sofá. Vai-me custar ter que destapar as pernas e senti-las arrefecer de imediato sem o aquecimento do computador por não ter as ventoinhas livres para a circulação do ar. Enfim.
   Mais uma vez ia escrever sobre ti, sobre as saudades que tenho das nossas conversas, das nossas brincadeiras, dos nossos segredos, enfim, de tudo o que era só nosso. Mas desisti. A verdade é que tenho perdido muito tempo contigo, aliás, todo o meu tempo, aquele que ainda consigo ter para mim. Sinceramente perdi-me, perdi-me em ti, de ti, e agora, perco-me por ti, nas recordações do que antes era a nossa amizade, o nosso laço, o nó que demos e que se desatou. São imensas as vezes em que dou por mim a perguntar se o facto de perder o meu tempo contigo é uma pura perda de tempo. Mas mais são aquelas vezes em que pergunto se tu perderás algum do teu tempo comigo.
   E isso, isso já não é sobre ti. É sobre mim, que tento pensar noutras coisas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

fases cansativas

   Ultimamente tenho visto pessoas, amigos, a serem trocados por outros, mais bonitos, mais magros ou mais populares, amigos a serem muitas vezes trocados por coisas, devaneios do momento. Acontece que as pessoas não foram feitas para serem substituídas, por mais chatas, ultrapassadas e cheias de defeitos que elas sejam. Todos nós temos defeitos, todos nós temos aquele nosso ponto de referência, algo que nos diferencía de tudo de todos, aquilo que nos faz ser diferentes. Todo o mundo tem defeitos, até os jogos têm defeitos. A diferença, é que passado certo tempo estes podem ser trocados por um jogo mais avançado. 
   O certo é que ainda não vi nenhuma loja que conserte pessoas. Seria óptimo. Mas não existe. Vão sempre haver daquelas pessoas que quererem ser importantes, por mais inúteis que sejam, ou que possam parecer ser. Mas de facto as pessoas não são desmontáveis, não podemos trocar as peças, a verdade é esta. As pessoas têm fases, têm dias bons, dias menos bons, dias maus e por vezes péssimos.. algumas dessas fases são mais fáceis, outras cansativas. Mas o que nos faz continuar a jogar, a viver, neste caso, é o espírito desportivo, a paciência e a expectativa de ganhar alguma coisa no fim. Resumindo, quer sejam meros jogos ou sejam pessoas, a meta que nos compete ultrapassar é precisamente a de não desistir.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

épocas de testes consomem-me, literalmente

   Não estou muito contente, estou um pouco desanimada, desapontada comigo mesma. Tirei a minha primeira negativa por mera estupidez, mesmo. Eu sabia a matéria, o teste correu-me bem, fora o facto de que fui supostamente apanhada com cábulas, nunca me tinha acontecido isto, nunca me aconteceu estar a meio de um teste, chamar a stora, tirar uma duvida e ficar automaticamente sem folha de teste, assim, sem mais nem menos, só porque sim. Supostamente, as ideias que tinha organizado durante o teste, a lápis, foram aceites como cábulas. Fazer cábulas durante um teste, parece-vos bem? Fiquei passada, automaticamente sem saber o que fazer, sem saber como explicar que aquilo não era, definitivamente o que ela estava a pensar. Também, não tive muito tempo para isso, ela não me deu tempo sequer que abrisse a boca para dizer mais nada. Por um lado, sei que não fiz nada de errado, o pior mesmo é aquela negativa que não vai simplesmente evaporar-se. No final da aula, por bom senso, por dever e por descargo de consciência, decidi ir falar com ela mas arrependi-me nesse exacto momento. Não é que não entenda o lado dela, mas de facto ela também não fez esforços para me entender nem para me deixar explicar, nem era deixar-me explicar, era só mesmo tirar um minuto para me ouvir. Falou-me num tom alto, e mais grave que isso, puxou-me a gola que levava ao pescoço, como um género de afronto físico. Detestei. Fiquei possessa, irritada ao mais alto nível e educadamente, recuei e sai da sala, não estava para aguentar aquilo nem tinha que me rebaixar de tal maneira.
   Bem, mas agora só me quero concentrar para o teste de amanhã, História A. Sinceramente estou um pouco receosa, não me sinto preparada e quando estou assim, é a desgraça total, sinto que não vou ser capaz. Mais uma vez tenho quase a certeza de que a minha memória me vai falhar, é sempre assim quando mais preciso dela. Só espero que corra tudo minimamente, do mal o menos. Acho que o melhor mesmo é vestir o pijama, tirar as lentes de contacto e embrulhar-me nas mantas, adormecer e acordar cedinho, tomar um bom banho para despertar e rever a matéria antes de ir para a escola.

por instantes, senti-me especial

   Estou de volta e primeiramente, antes de mais nada, quero agradecer à Emily, menina que ultimamente me tem dado algum apoio e se tem mostrado imensamente disponível para os meus pequenos desabafos, é uma querida e perco-me nas palavras delas, no fundo, entendemos bem as palavras uma da outra e vamos dando, à medida que podemos, força uma à outra através de palavras confortantes, que nos fazem sentir bem a ambas. Juntando a tudo isto, foi ela quem deu a opinião de que este meu cantinho deveria constar no blog da Letis, menina simples, e a precisar de um bocadinho da nossa ajuda também, todas temos a nossas fases menos boas. Por isso, agradeço-te a ti também por me elegeres como o Blog da Semana lá no teu cantinho, não estava nada à espera, foi-me especial. Um beijinho muito grande para as duas.

  
Não deixem se espreitar o blog destas meninas,
Emily em http://ppdaemily.blogspot.pt/ e Letis em http://leva-me-a-lua.blogspot.pt/

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

antes fosse só cansaço

  
   Cansada é um termo leve para me descrever após o decorrer do dia de hoje. Estou exausta, completamente esgotada, foram aproximadamente cinco horas de esforço físico intenso, foi a chegada aproximada aos meus limites, mas foi talvez a única forma saudável de combater todos os meus males, abstrair-me de pensamentos negativos e soltar-me da corrente que tenho arrastado comigo todos os dias, onde estão englobados sentimentos nostálgicos, deprimentes e angustiantes. Para ajudar, tenho uma dor de ouvidos gigantesca e não encontro meio disto passar o mais rapidamente possível, são dores insuportáveis. Tenho as pernas doridas e a cabeça em água. O meu corpo não reage, não tenho fome, não tenho nada com que me ocupar e não tenho sequer vontade de ver um filme, nem sequer de terror, dos meus preferidos. Hoje, a caminho de casa implorei para que as minhas pernas aguentassem só até à entrada, só até que metesse a chave à porta e entrasse. Subi as escadas o mais lentamente que poderão imaginar e, cada um dos quinze degraus parecia escapar-se por debaixo dos meus pés, era a moleza, o cansaço, o corpo a fraquejar. Finalmente cheguei, cheguei ao piso de cima e ao dar três ou quatro passos em frente, deixei cair a mão na maçaneta da porta do meu quarto, abrindo-a. Deixei cair no chão o peso que trazia, a mochila da escola, o saco do equipamento e o casaco, e joguei-me, literalmente, para cima da cama.
   Assim fiquei, deitada por cima da cama ainda desfeita, jogada por cima dos lençóis, mantas e cobertores. Não fiz grandes esforços para me descalçar, nem me levantei para o fazer, usei um pé em ajuda do outro e ouvi cair um téni no chão, agora outro. As dores não passaram e o cansaço idem, mas só de sentir que não carregava mais o peso do meu corpo transpirado e esgotado, sabia-me bem. Adormeci. Não por muito tempo, mas deu para recuperar certa parte de mim e dos meus sentidos, embora as dores não tenham desaparecido.
   Apetece-me um segundo banho de água quase a escaldar, um segundo banho de imersão e repetir a minha chegada a casa desta tarde. Queria aproveitar para ler um bocadinho do livro que comecei à poucos dias, "O diário da nossa paixão", mas o meu consciente diz-me que o melhor é despedir-me do computador por hoje, voltar a deitar-me e não me esquecer do despertador para amanhã. Sim! Mais essa, amanhã vou ter que acordar relativamente cedo, apanhar o autocarro até à considerada "grande cidade". Vou às compras, renovar a minha roupa de inverno e comprar umas malhas bem quentinhas. Provavelmente não devo dar noticias durante o fim de semana, vou ficar por lá e só devo voltar no domingo, mas com novidades, espero.
(p.s: desculpem a minha falta de inspiração)