sábado, 27 de outubro de 2012

exaltações


   Queridos seguidores, tenho andado ausente mas aqui estou eu, de novo. Sinto-me confusa, distante do mundo e sinceramente isolada num cantinho bem à parte de tudo o resto. Esta semana tem sido desgastante, cansativa e tem-me dado que pensar. Parece que ninguém faz um esforço por aceitar as minhas decisões e tentam a cada oportunidade desviar-me daquele caminho que finalmente decidi percorrer.
   Pior do que sentir o peso do mundo nas minhas costas, são as discussões constantes aqui por casa, isto não anda nada fácil, principalmente com a minha mãe. Os nossos feitios chocam completamente e torna-se impossível manter uma conversa sem que se exaltem as vozes de ambas. Sei que ela anda preocupada comigo, talvez com alguma razão mas isso deixa-me instável, insegura de mim mesma e começo a duvidar das minhas capacidades, começo a achar que se calhar ela tem razão, talvez eu ainda seja uma menina e esteja realmente a cometer um grande erro, mas o que está em causa é a minha felicidade, a minha vida e o meu futuro. Estou disposta a abdicar de tudo, mas claro tenho medo. Sinto-me pequena. Sinto tudo e todos a evaporarem-se da minha vida, sem saber como nem porquê e tenho de tudo um pouco dentro de mim, desde mágoas, a pressões, inseguranças, fragilidades e até uma pitada de felicidade, sim, uma pitada que não se chega a sobrepor a nenhum dos outros sentimentos que rebolam e se manifestam a quaisquer horas dos meus dias, angustiando-me. 
   Amanhã tenho uma consulta com uma psicóloga, não sei como vai correr, não sei sequer o que vou lá fazer, vai ser a minha primeira vez e tenho receio do decorrer da conversa entre as duas. A minha mãe vai comigo, vou por vontade dela, provavelmente ela vai assistir e tenho receio do que vai ser posto em causa. De qualquer forma, amanhã estarei de volta para contar como foi.

sábado, 20 de outubro de 2012

lembranças

Lembranças abraçam o coração, muitas vezes com a intenção de o magoar. Elas são presentes que recebemos sem pedir, em dias inesperados, com data marcada. Não é apenas só mais uma lembrança, é o que fica do que não ficou, é o que importa. Aquelas de que nos tentamos livrar são justamente as que mais duram e elas simplesmente ficam para nos fazer lembrar, para nos fazer ter mais saudade ainda e para nos dar sorrisos pensativos. Lembranças ficam para nos fazer chorar e para nos lembrarmos de não ouvir aquela música que toca mesmo sem ser preciso apertar qualquer botão, na nossa mente.

uma ferida que dói, não por fora, por dentro

Não vou fugir, não o quero fazer, mas continuar aqui é sentir-me como se ninguém realmente se importasse comigo, como se eu fosse um tanto faz na vida de muita gente. Realmente e parecendo que não, isso dói e fere-me, faz-me querer chorar e acima de tudo, faz-me entender que está na hora de dizer adeus a muitas pessoas. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

heartfelt words

“Quando eu tinha cinco anos, a minha mãe disse-me que a felicidade era a chave para vida. Quando eu fui para a escola, perguntaram-me o que eu queria ser quando crescesse, e eu escrevi que queria ser feliz. Foi então que todos eles me disseram que eu não tinha entendido a pergunta e eu meramente respondi que eram eles quem não entendiam a vida”   - John Lennon.

saudade só é bonita em poesia

Existem aquelas pessoas que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas que, passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram ou pelo que nos fizeram sentir. E é isso, as pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós, e, quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa, assim te tornaste tu.
[JMD] ♥