terça-feira, 4 de outubro de 2011

freedom

"A verdadeira liberdade é um acto puramente interior tal como a verdadeira solidão, devemos aprender a sentir-nos livres até num calabouço e a estar sozinhos até no meio da multidão."

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

mera suposição

"Sorri quando a dor te torturar e a saudade atormentar os teus dias tristonhos e vazios, sorri quando tudo terminar e quando nada mais restar do teu sonho encantador, sorri quando o sol perder a luz e sentires uma cruz nos teus ombros cansados e doridos, sorri e vai mentindo a tua dor e, ao notar que tu sorris todo mundo irá supor que és feliz ."

domingo, 25 de setembro de 2011

nenhum tempo apaga o que foi verdadeiro

Ás vezes nem tu imaginas o que eu penso, o que eu recordo... aqueles momentos fugazes em que os olhares se cruzaram, noites belas, em que apenas numa hora, consigo recordar toda aquela nossa lenda, fábula que encantaria qualquer um. A princesa encontrava-se presa na sua concha, mas tu conseguiste salvá-la, e ensinaste.a a nadar em mares calmos, e depois em mares agitados, sempre de mão dada. Ela sorria.te, mas tu aos poucos foste.a largando, dedo por dedo.. um, agora outro, e quando já só restava um dedo, as lágrimas e saudade preencheram a frágil princesa, e esperaste que ela largasse o último dedo.. por medo, ódio e rancor, ela largou simplesmente. Navegaram assim, distantes.. a tua imagem desfocava-se agora na imensidão daquele oceano.. a princesa desejou permanecer na concha, mas tarde demais, pois tu por maldade, já a tinhas levado para aventuras jamais sentidas! As águas tornaram.se agitadas, os maus da história apareceram, o medo e a ideia de incapacidade preencheu-a e, ela horrorizada, olhava para tudo e para todos, procurou-te por todo o lado, mas percebeu que já a tinhas abandonado. Perguntou.se se procuravas outra princesinha agora, também ela fechada na sua concha, mas teve receio de saber. O teu cheiro já não penetrava na água, a tua voz já nem se imaginava, a tua imagem foi perdida, resta ainda a sensação daqueles suaves dedos que vos prenderam por um passado diferente, feliz, preenchido.. e ainda aquele sorriso, que ela pode observar ao sair da concha, porque foi uma das melhores sensações e não conseguiu ainda perder aquele sonho. Sorriste-lhe nem demasiado rápido, nem demasiado devagar, para que ela não perdesse aquela imagem. Mas agora, ao pensar em todos os medos, receios, saudades e ausências, apercebe-se que tu a ensinaste a viver. Afinal, era uma sereia, poderia nadar para longe e quem sabe encontrar.te um dia e ter o prazer de te segredar ao ouvido "Obrigado" e prosseguir o caminho que tu começaste por traçar.

sábado, 4 de junho de 2011

que felicidade vire rotina

e se hoje eu tiver acordado e tiver visto o mundo todo do avesso? se me apetecer correr em vez de andar e se me apetecer rir em vez de chorar? se me apetecer andar descalça pela areia e não me apetecer seguir a mesma rotina de andar calçada pelo passeio? se me apetecer abraçar o vento em vez dele me abraçar a mim? se me apetecer ir até à praia recordar tudo o que já vivemos em vez de ficar em casa a olhar as nossas fotografias e a chorar por te querer? se acordei assim, farei tudo desta maneira e não de outra ♥

terça-feira, 31 de maio de 2011

mudanças sublimes

Passam-se um ou dois meses.. um, dois ou três anos.. passa.se muito tempo sem que dêmos conta. Mas ainda assim, continuamos a adiar, a deixar tudo para depois.. para o dia, um dia, talvez sim ou talvez não e os dias acabam por passar e consequentemente os meses e anos também. Tudo passa.. tudo menos a vontade de desejo não cumprido, essa, resiste aos dias que passam e aos dias que não passam, e quando parece já não fazer falta nenhuma, cá está ela para nos fazer lembrar do tempo que adiámos, da chance que perdemos e da sublime mudança que aconteceu sem que nos tenhamos dado conta. Quando as coisas não nos saem da cabeça, o tempo desvanece, perde o seu peso natural e o que já foi há um, dois ou três anos permanece por cá, tal e qual, como se ainda ontem estivéssemos a viver tudo aquilo que adiamos infinitamente.